Para Competir É Necessário Transformar Muros Em Pontes
A transformação de grupos em equipes é um processo – expressa dinamismo, movimento – que depende da comunhão de objetivos e da influência da cultura organizacional.Considerando que as equipes são grupos que evoluíram, para entender essa trajetória é preciso estudar o processo de formação de grupo, em que circunstâncias ele se constituiu e de que maneira atua.Um grupo é uma reunião de pessoas com um ou mais objetivos comuns e que se percebem como seus integrantes. A partir de sua constituição e ao longo de toda a sua existência, o grupo sofre a influência de três fatores: o ambiente, o próprio grupo e o indivíduo – e isso explica por que alguns grupos chegam a transformar-se em equipes e outros não.Em primeiro lugar, o grupo é influenciado pelo ambiente no qual se formou e atua. O tipo de organização da qual faz parte, as facilidades ou dificuldades, tanto materiais quanto psicológicas, e muitos outros fatores irão afetar esse grupo positiva ou negativamente. Todo ambiente apresenta ameaças e oportunidades que podem afetar a coesão do grupo e os sentimentos de seus membros.Em segundo lugar, o grupo recebe influências de si próprio: seu tamanho, sua missão, a ideologia dos seus integrantes e o efeito sinérgico resultante da agregação. Assim quanto maior e mais heterogêneo for o grupo maior será a diversidade de conhecimentos e habilidades disponíveis; por outro lado, também poderá ser menor a oportunidade de participação e contribuição individual.Em terceiro lugar, temos o indivíduo com seu conjunto característico de traços de personalidade, conhecimentos, valores, interesses e experiências, os quais, combinados àqueles dos demais integrantes, contribuem para que o grupo tenha uma identidade e um desempenho específico.O trabalho em equipe é um permanente processo de experimentação, troca e aprendizagem. A competição e a cooperação representam um dos paradoxos das equipes na atualidade. As organizações precisam ser competitivas e, ao mesmo tempo, cooperar entre si através de parcerias que propiciem o melhor aproveitamento do tempo, dos recursos e das oportunidades.A competição, principalmente no mundo dos negócios e dos esportes, é uma conduta institucionalizada e plenamente aceita, pois dela dependem o crescimento e a melhoria da qualidade. Assim, a competição intergrupal, leal e aberta, pode ser acatada com tranqüilidade.Dentro da equipe, porém, a competição se dá num nível interpessoal, razão pela qual é menos aceita, uma vez que o propósito não é o sucesso individual, mas o resultado coletivo. É necessário vencer obstáculos [que podem estar no ambiente, no grupo ou no indivíduo] e estabelecer uma parceria constante através das quais as pessoas tendem a compensar suas limitações físicas, psicológicas, sociais e intelectuais, absorvendo o entendimento que para competir é necessário transformar muros em pontes.*PATRICIA RIBEIRO é Economista. Especialista em Administração de Recursos Humanos. MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Consultora na área de RH. Vice-Presidente de Projetos e Novos Negócios da Associação Brasileira de Recursos Humanos Seccional AL.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Rir o melhor negócio
Rir é O Melhor Negócio, Desopila O Fígado E Não Possui Contra-indicação Como diz o ditado “quem canta seus males espantaâ€, eleva auto estima desopila o fígado, para algumas pessoas leva ao entendimento da razão de viver, como para outros é a forma de viver e outros o meio para viver, como nos casos dos artistas.O humor é um estado de espírito, muitas vezes é um remédio para soluções de problemas, geração de idéias e para a criação.ComoLiderança e Motivação0-, 0000 - 00: 0 diz o ditado “quem canta seus males espanta”, eleva auto estima desopila o fígado, para algumas pessoas leva ao entendimento da razão de viver, como para outros é a forma de viver e outros o meio para viver, como nos casos dos artistas.A pessoa humorada é otimista e perseverante, possui uma fé inabalável, sem limites de que tudo vai dar certo. Aliás, faz com que tudo dê certo, pois sendo espirituosa, contagia quem está ao seu redor e ativa o lado direito do cérebro estimulando a intuição, sentimento, sensação, percepção, imaginação e criação, sendo assim a maioria dos humorados conseguem encontrar respostas rápidas e criativas.O humor passa a ser um dos remédios para grande parte dos problemas e o mais interessante é que não dói e não tem contra indicação.Durante situação de conflito, tensão, constrangimento o humor poderá ajudar a persuadir ou a convencer as pessoas, assim como corrigir determinadas “gafes”. Nada como uma boa gargalhada, afinal quem já não pisou na bola, atire a primeira pedra. Nada como um bom sorriso para aliviar as tensões, ajudando a sair de situações desagradáveis, sem contar que desarma os irados.Há pessoas que são resistentes ao riso, em alguns casos possuem o senso crítico elevado, o julgamento muito forte utilizando mais do lado esquerdo do cérebro, que é da razão, do pragmatismo, da organização, etc.Não que isso não seja importante, mas para estas pessoas o mundo torna-se mais pesado é como se tivesse que carregá-lo nas costas, em alguns casos está relacionado com o sistema educacional, familiar, empresarial e dos seus modelos mentais.Um modelo mental muito antigo, mas que permanece em prática nas organizações, é que na empresa não é lugar de brincar, é lugar sério onde o humor não é bem visto, porém percebemos que o humor tornou-se característica a ser avaliada nos processos de seleção, veja que antagonismo, outro dia uma repórter me perguntou: Até que ponto as brincadeiras podem atrapalhar no mundo corporativo?É aquela velha resposta tudo em excesso atrapalha, mas o mau humor é abominável.O humorado divide platéias, quando ele falta há pessoas que dão graças a Deus outras sentem a sua falta, lidar com o brincalhão não é fácil, mas ele é imprescindível. Historicamente o riso era associado à loucura, como também as pessoas eram rotuladas como abobalhadas algo proibido, observem as japonesas sorrindo atrás dos leques.Este é um modelo mental que devemos quebrar, pois ser humorado não significa a falta de seriedade, mesmo porque é através dele que ocasiona o comportamento de entusiasmo, perseverança, envolvimento, favorecendo lidar satisfatoriamente com os desafios do dia a dia.Há também o implicante, o criador de caso aquele que faz o julgamento precipitado, piadinhas de mau gosto, o primeiro impulso é de entrar em pânico, ficar com raiva, mas fique tranqüilo, espero que esteja agindo sem pensar, o humor poderá favorece com que ele perceba o que está fazendo.Ele poderá trabalhar para nós, enquanto que o mau humor trabalhará contra nós, quanto mais você rir, de verdade, maior será a sua capacidade de estabelecer conexões cerebrais e consequentemente de criar, tornando a vida cheia de desejos, possibilitando explorar novas possibilidades, deixando-a melhor.Aconteça o que acontecer, todos nós passamos por várias dificuldades na vida, ou por questões econômicas, afetivas, sociais, agora deixar levar-se pelo mau humor certamente entrará em colapso, pois estamos constantemente sendo convidados a serem inventores de uma nova vida.Quando o seu humor esfria, sua personalidade se torna frágil, quebradiça dificultando suportar a pancada, golpes da vida cotidiana, podendo derrubá-lo e mesmo, despedaçá-lo. A pessoa humorada é otimista e espera sempre o melhor.Quando se dirigir ao seu trabalho vá de coração aberto, alegre, busque melhorar em todos os dias, caso esteja num ambiente que para você é hostil vá pensando de que forma poderá melhorá-lo, para que possamos viver num ambiente mais harmonioso, use da criatividade, dificilmente encontraremos tudo tão maravilhoso, aliás, cuidado quando isso acontece, você poderá estar entrando numa enrrascada, sabe quando você está amando não percebe defeitos na outra pessoa, quando identifica o que acontece? Desmorona tudo como um castelo de areia, muitas vezes é preciso parar de reclamar, ninguém agüenta as reclamações, principalmente aqueles que não apresentam sugestões, o bom humor relaxa.Com que música você vai cantarolando quando vai ao trabalho? Música fúnebre ou em ritmo de dinamismo, alegria?Afinal você é o patinho feio ou o cisne encantado? Quando você está dirigindo seu carro e é verbalmente agredido, colocando sua mãe no meio da história, você terá várias saídas: sorrir, chorar, gritar ou sair atirando.A tristeza é um veneno terrível para as células cerebrais e de todo o organismo, provoca doenças, leva a enfermidade até a morte, a raiva à vingança, o ódio é tóxico para todos os órgãos do corpo. O contato com a natureza, o mar, o sol, a brisa, a vegetação e céu azul, produzem no corpo ensinas energizadoras.Ter no ambiente de trabalho flores, plantas, janelas, fotografias de pessoas que você gosta, como também fotografia de paisagem, música, cantinhos da felicidade, além de tornar-se visualmente uma ambiente agradável, propicia ativar o músculo da criatividade, da imaginação, do bom humor. Alegria chama alegria, prosperidade chama prosperidade e humor chama criatividade.Afinal como está o seu humor ???? Quantas gargalhadas você já deu hoje?DicasBusque prazer na vida. Busque prazer no trabalho. Observe as situações em diversos ângulos, nem sempre é tudo muito ruim. Transforme situações desagradáveis, injete humor. Sinta-se merecedor de coisas boas, do sucesso. Eleva sua auto estima. Lembre-se sorrir é o melhor remédio, não dói e não tem contra indicação, além de movimentar os músculos da face e torná-la mais bonita.Maria Inês
A importancia da percepção humana
RH na Prática
RH na Prática
4-, 2008 - 17: 1 A Importância Da Percepção Humana ercepção “é o processo pelo qual as pessoas tomam conhecimento de si, dos outros e do mundo à sua volta”. O processo perceptivo é uma ferramenta fundamental nos relacionamentos, pois aguça a interpretação de sinais interiores e exteriores. Provoca reflexõ
*Patricia RibeiroPercepção “é o processo pelo qual as pessoas tomam conhecimento de si, dos outros e do mundo à sua volta”. O processo perceptivo é uma ferramenta fundamental nos relacionamentos, pois aguça a interpretação de sinais interiores e exteriores. Provoca reflexões críticas gerando nas pessoas a necessidade de reavaliarem suas próprias crenças como mecanismo de preservação da qualidade de vida e da sua identidade humana.Mas para tanto é imprescindível o investimento no autoconhecimento e no relacionamento interpessoal – incluindo a família, os amigos, chefes e colegas, pois esse processo gera uma avalanche que “desaba” sobre o ambiente organizacional e repercute na relação de emprego. Na maioria das vezes, as pessoas só se dão conta dessa avalanche – que ocorre a sua volta – quando já estão sendo esmagadas por ela.A importância do autoconhecimento torna-se evidente quando as pessoas relacionam-se entre si, abrangendo situações prazerosas e conflitantes. Em um enfoque amplo e atual, prazer e conflito estão presentes diariamente nas relações de trabalho. Sejam nas trocas mútuas para fazer e receber críticas construtivas, saudáveis na formação de equipes autogerenciáveis; ou no comportamento alienado que induz à busca de recompensas financeiras, bloqueando a visão sistêmica e promovendo a competição antiética.A percepção da sua relação de trabalho poderá advir da (re)avaliação do contrato psicológico que “assinamos” no início do relacionamento. Ele nos remete a problemas morais, relativos à prática e a cada situação específica, podendo afetar apenas a si mesmo ou a muitas pessoas. No entanto, estabelecer o que as pessoas devem fazer numa determinada situação para ser considerado positivo é um problema moral.O assédio moral numa organização se manifesta em diferentes situações, a maioria delas envolve ruídos de comunicação: desqualificação do empregado por meio de comunicação não-verbal; recusa à comunicação direta; isolamento, fortalecendo a crença de que todos estão contra ele; assédio sexual, que é outra forma de perseguição moral.Os mecanismos de influência externa utilizados para exercer o controle dessas ocorrências são Códigos e Regulamentos Administrativos que regem a conduta de empregados da iniciativa privada e servidores públicos; e os de influência interna para resolução dos conflitos interpessoais são as ações e atitudes tomadas pelos líderes.*Patricia Ribeiro - Economista. Especialista em Administração de Recursos Humanos. MBA em Gestão Empresarial com Ênfase em Gestão de Pessoas, pela Fundação Getúlio Vargas. Consultora nas áreas de Gestão e RH.
4-, 2008 - 17: 1 A Importância Da Percepção Humana ercepção “é o processo pelo qual as pessoas tomam conhecimento de si, dos outros e do mundo à sua volta”. O processo perceptivo é uma ferramenta fundamental nos relacionamentos, pois aguça a interpretação de sinais interiores e exteriores. Provoca reflexõ
*Patricia RibeiroPercepção “é o processo pelo qual as pessoas tomam conhecimento de si, dos outros e do mundo à sua volta”. O processo perceptivo é uma ferramenta fundamental nos relacionamentos, pois aguça a interpretação de sinais interiores e exteriores. Provoca reflexões críticas gerando nas pessoas a necessidade de reavaliarem suas próprias crenças como mecanismo de preservação da qualidade de vida e da sua identidade humana.Mas para tanto é imprescindível o investimento no autoconhecimento e no relacionamento interpessoal – incluindo a família, os amigos, chefes e colegas, pois esse processo gera uma avalanche que “desaba” sobre o ambiente organizacional e repercute na relação de emprego. Na maioria das vezes, as pessoas só se dão conta dessa avalanche – que ocorre a sua volta – quando já estão sendo esmagadas por ela.A importância do autoconhecimento torna-se evidente quando as pessoas relacionam-se entre si, abrangendo situações prazerosas e conflitantes. Em um enfoque amplo e atual, prazer e conflito estão presentes diariamente nas relações de trabalho. Sejam nas trocas mútuas para fazer e receber críticas construtivas, saudáveis na formação de equipes autogerenciáveis; ou no comportamento alienado que induz à busca de recompensas financeiras, bloqueando a visão sistêmica e promovendo a competição antiética.A percepção da sua relação de trabalho poderá advir da (re)avaliação do contrato psicológico que “assinamos” no início do relacionamento. Ele nos remete a problemas morais, relativos à prática e a cada situação específica, podendo afetar apenas a si mesmo ou a muitas pessoas. No entanto, estabelecer o que as pessoas devem fazer numa determinada situação para ser considerado positivo é um problema moral.O assédio moral numa organização se manifesta em diferentes situações, a maioria delas envolve ruídos de comunicação: desqualificação do empregado por meio de comunicação não-verbal; recusa à comunicação direta; isolamento, fortalecendo a crença de que todos estão contra ele; assédio sexual, que é outra forma de perseguição moral.Os mecanismos de influência externa utilizados para exercer o controle dessas ocorrências são Códigos e Regulamentos Administrativos que regem a conduta de empregados da iniciativa privada e servidores públicos; e os de influência interna para resolução dos conflitos interpessoais são as ações e atitudes tomadas pelos líderes.*Patricia Ribeiro - Economista. Especialista em Administração de Recursos Humanos. MBA em Gestão Empresarial com Ênfase em Gestão de Pessoas, pela Fundação Getúlio Vargas. Consultora nas áreas de Gestão e RH.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
A força do exemplo
Liderança e Motivação
0-, 0000 - 00: 0 A Força Do Exemplo Nas olimpíadas de 1968, no México o tanzaniano John Stephen Akwari cruzou a linha de chegada uma hora e meia após o último maratonista, chegou com a perna enfaixada e manchada de sangue, ferido e com dor, mesmo assim foi até o fim. Quando questionado a re
A força de um exemplo supera toneladas de palavras e conselhosNas olimpíadas de 1968, no México o tanzaniano John Stephen Akwari cruzou a linha de chegada uma hora e meia após o último maratonista, chegou com a perna enfaixada e manchada de sangue, ferido e com dor, mesmo assim foi até o fim. Quando questionado a respeito da razão de não ter abandonado a prova já que estava ferido Akwari respondeu "Meu país não me mandou atravessar 14000 quilômetros de distância para competir apenas na largada". "Meu país me mandou aqui para completar a prova". Este atleta não ganhou a prova, mas foi aplaudido pelas pessoas que ainda estavam presentes como um verdadeiro campeão. Nas olimpíadas de 1984 na prova da maratona feminina o mundo viu a americana Joan Benoit vencer a prova, a frente da favorita, a norueguesa Grete Waitz - que havia superado a americana em 10 das ultimas 11 provas. Mas para muitos, a imagem duradoura da perseverança e resignação humana é atribuída a Gabrielle Andersen-Scheiss, que neste mesmo dia arrastou-se quase cambaleando pelos 400 metros finais da prova por quase longos 7 minutos, totalmente prostrada. Incentivada pela multidão Gabrielle cruzou a linha de chegada de forma dramática, com dores, cambaleante e quase movida apenas pelo desejo de chegar, o corpo praticamente já não respondia mais, esta corredora chegou ao final da prova, totalmente castigada pelos efeitos do intenso calor daquele dia. Foi o 37º lugar mais aplaudido da história das olimpíadas, muita gente ainda se arrepia ao assistir ao vídeo ou ver alguma foto desta atleta.Uma senhora fez uma longa viagem para falar com Ghandi, ao ser recebido, disse:
- Mestre este meu filho tem diabete. Por favor, peça a ele que pare de comer açúcar.Ghandi respondeu:
-Minha senhora, peço que retorne daqui a duas semanas.
Passados 15 dias a senhora voltou com o garoto e imediatamente ouviu o mestre solicitar ao menino para parar de comer açúcar.
A mulher ficou intrigada e perguntou:
-Mestre, por que o senhor não lhe disse isso 15 dias atrás?
Ghandi respondeu:
-Como eu poderia pedir algo a ele se eu mesmo não fazia. Estas pessoas são lembradas e aclamadas por seus exemplos, cada uma a sua maneira, cada uma da melhor forma que podia deixou marcada a mente daqueles que conhecem sua história, são pessoas que demonstraram a força do exemplo. Freqüentemente, em palestras ou cursos pergunto as pessoas:
Quem é seu herói ou quem você mais admira no mundo?A resposta mais freqüente é: Meu pai ou minha mãe ou ainda meus país.E a razão de serem considerados ídolos ou heróis não é simplesmente pelo fato de terem um laço de sangue, mas fundamentalmente por ensinarem (bem ou mal) coisas da vida, por agirem de forma a influenciar o comportamento dos filhos, sua visão de mundo, seus valores, tudo isto pelo exemplo. Tendemos a ouvir ou seguir aqueles que prioritariamente nos conquista ou nos mostram com ações, com seu exemplo os caminhos mais corretos, os perigos a serem evitados ou o erro que estamos cometendo ou prestes a cometer.Nada é mais forte do que o exemplo.Existem diversos responsáveis por empresas ou grupos de pessoas que pregam isto e aquilo, dizem o que deve ser feito que expressem o que querem e dão à impressão de saberem para onde conduzem os resultados, mas apenas falam seus atos não correspondem ao que pregam, e os resultados são: colaboradores frustrados, pessoas que não compram e muito menos vendem as idéias que foram pregadas, descontentamento e críticas. Os exemplos podem vir do cotidiano de pessoas comuns com atitudes incomuns, como o caso real de uma dona de faculdade. No começo ajudava a limpar as salas, organizar e limpar os banheiros, arrumar a biblioteca entrava em sala de aula e ainda tinha tempo para cuidar do crescimento, dos problemas e das reclamações dos alunos além de cuidar da criação dos dois filhos, ela mostrava com seus atos o que deveria ser valorizado dentro da faculdade.O resultado: Quatro unidades, mais de 5000 mil alunos e uma reputação sólida, o respeito dos concorrentes, a admiração de seus funcionários e, sobretudo o orgulho de seus alunos em estarem estudando em uma instituição séria e progressiva. Ao contrário, também temos os exemplos ruins, como o curioso e desconcertante caso de uma secretária de advogado, ela estava completamente frustrada e, desmotivada em função de como seu “chefe” trabalhava. Ele dizia que ela deveria tratar o cliente como um rei, dar atenção, não fazê-lo esperar, que deveria se organizar e anotar tudo, que ela era sua “escudeira”, o primeiro contato com o cliente, sua porta voz e representante. Mas freqüentemente ele não lembrava de dar retorno ao cliente e, em uma de diversas vezes o cliente chegou ao escritório e disse que tentou entrar em contato várias vezes por telefone, mas não recebera nenhum retorno - a secretaria havia passado os recados e lembrado de que o cliente estava esperando o contato, o advogado simplesmente repreendeu a secretária na frente do cliente dizendo que não sabia da situação e que ela seria responsabilizada por isto, entrou em sua sala com o cliente e depois fingiu que nada aconteceu. Para se livrar do problema, culpou outra pessoa, sua fiel “escudeira”.A gestão pelo exemplo deveria começar a ser tratada com a importância que tem e a influência que exerce no dia-a-dia. Pequenos gestos, comportamentos e maneiras de lidar com os problemas levam aos demais nossa imagem que é processada pelos clientes internos (colaboradores) e também externos (reais e potenciais). “A velha frase ‘faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço” devem ser abandonadas, as pessoas estão cada vez menos tolerantes com aqueles que pregam a mudança e são os primeiros a boicotá-la. Que dizem que a organização é importante e não cuidam sequer da arrumação da própria mesa. Que dizem terem o foco no cliente, mas se escondem quando há problemas ou pior perdem clientes em função de seu descaso, arrogância ou prepotência. Trabalhe a força do exemplo positivo e você verá como se torna mais fácil vender idéias e comprometer pessoas. Os exemplos estão aí para quem quiser ver.
Fábio Violin
0-, 0000 - 00: 0 A Força Do Exemplo Nas olimpíadas de 1968, no México o tanzaniano John Stephen Akwari cruzou a linha de chegada uma hora e meia após o último maratonista, chegou com a perna enfaixada e manchada de sangue, ferido e com dor, mesmo assim foi até o fim. Quando questionado a re
A força de um exemplo supera toneladas de palavras e conselhosNas olimpíadas de 1968, no México o tanzaniano John Stephen Akwari cruzou a linha de chegada uma hora e meia após o último maratonista, chegou com a perna enfaixada e manchada de sangue, ferido e com dor, mesmo assim foi até o fim. Quando questionado a respeito da razão de não ter abandonado a prova já que estava ferido Akwari respondeu "Meu país não me mandou atravessar 14000 quilômetros de distância para competir apenas na largada". "Meu país me mandou aqui para completar a prova". Este atleta não ganhou a prova, mas foi aplaudido pelas pessoas que ainda estavam presentes como um verdadeiro campeão. Nas olimpíadas de 1984 na prova da maratona feminina o mundo viu a americana Joan Benoit vencer a prova, a frente da favorita, a norueguesa Grete Waitz - que havia superado a americana em 10 das ultimas 11 provas. Mas para muitos, a imagem duradoura da perseverança e resignação humana é atribuída a Gabrielle Andersen-Scheiss, que neste mesmo dia arrastou-se quase cambaleando pelos 400 metros finais da prova por quase longos 7 minutos, totalmente prostrada. Incentivada pela multidão Gabrielle cruzou a linha de chegada de forma dramática, com dores, cambaleante e quase movida apenas pelo desejo de chegar, o corpo praticamente já não respondia mais, esta corredora chegou ao final da prova, totalmente castigada pelos efeitos do intenso calor daquele dia. Foi o 37º lugar mais aplaudido da história das olimpíadas, muita gente ainda se arrepia ao assistir ao vídeo ou ver alguma foto desta atleta.Uma senhora fez uma longa viagem para falar com Ghandi, ao ser recebido, disse:
- Mestre este meu filho tem diabete. Por favor, peça a ele que pare de comer açúcar.Ghandi respondeu:
-Minha senhora, peço que retorne daqui a duas semanas.
Passados 15 dias a senhora voltou com o garoto e imediatamente ouviu o mestre solicitar ao menino para parar de comer açúcar.
A mulher ficou intrigada e perguntou:
-Mestre, por que o senhor não lhe disse isso 15 dias atrás?
Ghandi respondeu:
-Como eu poderia pedir algo a ele se eu mesmo não fazia. Estas pessoas são lembradas e aclamadas por seus exemplos, cada uma a sua maneira, cada uma da melhor forma que podia deixou marcada a mente daqueles que conhecem sua história, são pessoas que demonstraram a força do exemplo. Freqüentemente, em palestras ou cursos pergunto as pessoas:
Quem é seu herói ou quem você mais admira no mundo?A resposta mais freqüente é: Meu pai ou minha mãe ou ainda meus país.E a razão de serem considerados ídolos ou heróis não é simplesmente pelo fato de terem um laço de sangue, mas fundamentalmente por ensinarem (bem ou mal) coisas da vida, por agirem de forma a influenciar o comportamento dos filhos, sua visão de mundo, seus valores, tudo isto pelo exemplo. Tendemos a ouvir ou seguir aqueles que prioritariamente nos conquista ou nos mostram com ações, com seu exemplo os caminhos mais corretos, os perigos a serem evitados ou o erro que estamos cometendo ou prestes a cometer.Nada é mais forte do que o exemplo.Existem diversos responsáveis por empresas ou grupos de pessoas que pregam isto e aquilo, dizem o que deve ser feito que expressem o que querem e dão à impressão de saberem para onde conduzem os resultados, mas apenas falam seus atos não correspondem ao que pregam, e os resultados são: colaboradores frustrados, pessoas que não compram e muito menos vendem as idéias que foram pregadas, descontentamento e críticas. Os exemplos podem vir do cotidiano de pessoas comuns com atitudes incomuns, como o caso real de uma dona de faculdade. No começo ajudava a limpar as salas, organizar e limpar os banheiros, arrumar a biblioteca entrava em sala de aula e ainda tinha tempo para cuidar do crescimento, dos problemas e das reclamações dos alunos além de cuidar da criação dos dois filhos, ela mostrava com seus atos o que deveria ser valorizado dentro da faculdade.O resultado: Quatro unidades, mais de 5000 mil alunos e uma reputação sólida, o respeito dos concorrentes, a admiração de seus funcionários e, sobretudo o orgulho de seus alunos em estarem estudando em uma instituição séria e progressiva. Ao contrário, também temos os exemplos ruins, como o curioso e desconcertante caso de uma secretária de advogado, ela estava completamente frustrada e, desmotivada em função de como seu “chefe” trabalhava. Ele dizia que ela deveria tratar o cliente como um rei, dar atenção, não fazê-lo esperar, que deveria se organizar e anotar tudo, que ela era sua “escudeira”, o primeiro contato com o cliente, sua porta voz e representante. Mas freqüentemente ele não lembrava de dar retorno ao cliente e, em uma de diversas vezes o cliente chegou ao escritório e disse que tentou entrar em contato várias vezes por telefone, mas não recebera nenhum retorno - a secretaria havia passado os recados e lembrado de que o cliente estava esperando o contato, o advogado simplesmente repreendeu a secretária na frente do cliente dizendo que não sabia da situação e que ela seria responsabilizada por isto, entrou em sua sala com o cliente e depois fingiu que nada aconteceu. Para se livrar do problema, culpou outra pessoa, sua fiel “escudeira”.A gestão pelo exemplo deveria começar a ser tratada com a importância que tem e a influência que exerce no dia-a-dia. Pequenos gestos, comportamentos e maneiras de lidar com os problemas levam aos demais nossa imagem que é processada pelos clientes internos (colaboradores) e também externos (reais e potenciais). “A velha frase ‘faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço” devem ser abandonadas, as pessoas estão cada vez menos tolerantes com aqueles que pregam a mudança e são os primeiros a boicotá-la. Que dizem que a organização é importante e não cuidam sequer da arrumação da própria mesa. Que dizem terem o foco no cliente, mas se escondem quando há problemas ou pior perdem clientes em função de seu descaso, arrogância ou prepotência. Trabalhe a força do exemplo positivo e você verá como se torna mais fácil vender idéias e comprometer pessoas. Os exemplos estão aí para quem quiser ver.
Fábio Violin
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